ANUNCIE AQUI E SAIA VENCEDOR

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Recurso adia sentença de Azeredo no mensalão mineiro

Ex-deputado federal viajou para a Europa após resultados das eleições
Eduardo Azeredo
Um despacho do STF (Supremo Tribunal Federal) em recurso do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), relativo ao processo do mensalão mineiro, deve adiar a decisão da Justiça no caso do ex-deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
A ação na qual o tucano é réu aguarda apenas a sentença, mas o processo, que atualmente está a cargo da 11.ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, deverá ser remetido para a 9.ª Vara Criminal por determinação do STF. Azeredo viajou para a Europa poucas horas após o anúncio do resultado das eleições presidenciais.

Caso Pizzolato deve dificultar outras extradições para o Brasil

Pedrinhas fez com que País ganhasse pecha de incapaz de garantir integridade de presos
O fato de a Justiça italiana ter negado, na terça-feira (28), a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, deve abrir um precedente internacional que dificultará a entrega de outros condenados foragidos ao Brasil.
Nesta quarta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu que a decisão pode ser seguida por outras cortes, sobretudo na Europa, que venham a analisar outros pedidos de extradição feitos pelo Brasil.

Tática De olho em espaço, PMDB articula blocão para isolar o PT

Reconduzido à liderança do partido, Eduardo Cunha já começou a trabalhar por espaços importantes

Brasília. Um dia depois de o plenário da Câmara Federal aplicar a primeira derrota à presidente reeleita Dilma Rousseff, com a aprovação do projeto que susta efeito do decreto presidencial que cria os conselhos populares, a bancada do PMDB mostrou que está disposta a jogar duro com o governo federal.
 
Reconduzido à liderança do partido e com o aval da sigla para disputar a Presidência da Casa em 2015, Eduardo Cunha (RJ) foi autorizado pelos peemedebistas a costurar a composição de um “blocão”, capaz de se impor numericamente em votações na Casa, além de ter peso para conquistar espaços na cúpula e nas comissões importantes.

Maioria Disputa por nanicos vale a supremacia na ALMG em 2015

Siglas possuem 30 deputados sem alinhamento ‘automático’

Os deputados estaduais eleitos de partidos nanicos serão disputados pelos parlamentares da base e da oposição, na Assembleia Legislativa do Estado (AMG) na tentativa de conquistar maioria a partir do ano que vem com o governo de Fernando Pimentel (PT). A bancada governista já nasce maior do que a de oposição e a situação pode ficar ainda mais favorável se as conversas do PT com as siglas que formavam a base do governo tucano derem resultados positivos.

Imunização Saúde lança campanha de vacinação contra a poliomielite e o sarampo

lançamento ocorrerá durante a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doença, que ocorre até sexta-feira

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, lança nesta quinta-feira (30) a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo e a Paralisia Infantil, que terá início dia 8 de novembro. Será às 11h, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O lançamento ocorrerá durante a 14ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doença, que ocorre até sexta-feira (31).  A mostra reúne, durante  quatro dias, cerca de 4 mil profissionais, entre trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde, para trocar informações sobre o aprimoramento do setor.

Tragédia em Ibitinga Mais duas vítimas de acidente com ônibus morrem no interior de SP

Os corpos foram encaminhados para o IML da cidade e já foram liberados para o velório, que será feito em Borborema; com as duas mortes, sobe para 13 o número de vítimas fatais no acidente 

 Mais duas vítimas do acidente com o ônibus de excursão escolar morreram. Leonardo Lucas dos Santos, 17, e Larissa Souza Bottacini, 24, estavam internados no Hospital Estadual de Bauru (a 329 km de São Paulo).

Com as duas mortes, sobe para 13 o número de vítimas fatais do choque com o caminhão na rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304), em Ibitinga (a 347 km de São Paulo). Mais 25 pessoas ficaram feridas.

Nelson Hungria PF prende pai e filho foragidos da Operação Athos

Eles eram foragidos da Operação Athos e haviam fugido para a Bolívia; os dois ostentavam o dinheiro conseguido por meio do tráfico de drogas

 A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (29) pai e filho que haviam fugido para a Bolívia, eles eram foragidos da Operação Athos. Os dois ostentavam o dinheiro conseguido por meio do tráfico de drogas, a ação ocorreu com ajuda da polícia boliviana.

A droga que era adquirida em Juiz de Fora, de um dos maiores traficantes do Brasil que foi preso pela Operação Athos, era revendida para os morros cariocas. Eles estavam morando em um condomínio de luxo em Santa Cruz de la Sierra, rodando em carros de luxo, que também eram usados como moeda de troca na traficância de drogas.

'MILAGRE' DA MULTIPLICAÇÃO Desempregado fica surpreso após PM achar R$ 493 mil e arma em sua casa

Suspeito, que mora no Vale do Rio Doce, seria o responsável por entregar 5 kg de maconha para um jovem, que também foi preso

Um homem de 33 anos foi preso por porte ilegal de arma, nessa quarta-feira (29), em Alpercata, no Vale do Rio Doce. Em conversa com militares, ele disse que estava desempregado, mas, minutos depois, policiais encontraram quase R$ 500 mil na casa do suspeito.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, denúncias anônimas davam conta que um jovem de 25 anos saiu de Governador Valadares em uma motocicleta para pegar drogas com um homem em Alpercata.

Recuperação Para encher meia Três Marias, tem que chover 30 dias direto

Cálculos feitos a pedido de O TEMPO indicam que seriam necessários 10 milímetros por dia 

Dos 22 principais reservatórios do Brasil, o de Três Marias, localizado na cidade de mesmo nome, na região Central de Minas Gerais, é o segundo com pior nível. Só não está mais baixo do que o de Três Irmãos, no Paraná, que já zerou. Com apenas 3,08% da capacidade, a geração de energia está prestes a parar. A pedido do jornal O TEMPO, a equipe técnica do Consórcio das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) fez o cálculo de quanto precisaria chover para recuperar pelo menos metade de Três Marias. O resultado foi o seguinte: é necessário chover seis horas por dia durante 30 dias seguidos.

Confira o que abre e fecha em BH no Dia do Servidor e Finados

O Dia do Servidor Público, que será comemorado na sexta-feira (31), e é considerado ponto facultativo, de acordo com a Lei Federal número 10.607 de 2012 e no domingo, 2 de novembro, Dia de Finados, os órgãos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte irão funcionar em expediente reduzido.

Confira o que abre e fecha em BH para estas datas:

Médica suspeita de envolvimento na morte de empresários no Sion será julgada em 2015

A médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, acusada de integrar o grupo criminoso que teria matado dois empresários no bairro Sion, em abril de 2010, será julgada em março de 2015. A sessão que definiria se ela é culpada ou inocente do crime estava prevista para ocorrer na manhã desta quinta-feira (30), no 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte.
 
Contudo, o promotor Francisco Santiago, representante do Ministério Público Estadual (MPE), solicitou o adiamento do julgamento. O pedido foi analisado e acatado pelo juiz Glauco Fernandes, que remarcou a data para 31 de março do ano que vem.
 
Nesta quinta estavam previstas para serem ouvidas dez testemunhas, sendo cinco de acusação e cinco de defesa. A médica responde por homicídio, sequestro, cárcere privado, extorsão, associação criminosa e destruição e ocultação de cadáver. Ela responde o processo em liberdade.

Prefeitura de BH só usa 2% de verba da União em obra contra chuva

Dos R$ 669,2 milhões destinados à Prefeitura de Belo Horizonte para obras de prevenção a desastres no período chuvoso, apenas R$ 11,9 milhões foram aplicados, o equivalente a 2%. O dinheiro foi disponibilizado pela União de 2011 a 2013. A maior parte não pôde ser utilizada por falta de requisitos necessários, como projetos e cronogramas.
Segundo dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o maior repasse ocorreu em 2012: R$ 517,9 milhões. Desse total, apenas R$ 600 mil resultaram em obras. Segundo o ministério, o destino foi a drenagem do córrego Túnel Camarões, na região do Barreiro. Para completar a intervenção, diz a União, foram liberados R$ 101,6 milhões.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Denúncias contra Fernando Pimentel voltam à primeira instância mineira

O ex-ministro é acusado de ter participado do desvio de R$ 5 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte, em 2004
Com a decisão, Pimentel passa a responder às acusações como cidadão comum
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli decidiu remeter o inquérito criminal contra o ex-ministro Fernando Pimentel (PT) à primeira instância mineira. O petista, denunciado pela Procuradoria Geral da República em 2012, é acusado de ter participado do desvio de R$ 5 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte, em 2004.

De acordo com a denúncia, Pimentel, então prefeito, teria firmado um convênio com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e com a Polícia Militar para a instalação de câmeras do projeto Olho Vivo. Além de não fazer licitação para a contratação da CDL, parte desses repasses teria sido usada para pagar dívida de INSS da entidade com a prefeitura.

Com a decisão do STF, publicada ontem no Diário do Judiciário e com a perda do foro privilegiado, o ex-ministro passa a responder às acusações como cidadão comum, com direito a recursos a instâncias superiores. Na decisão, Toffoli afirma que Pimentel não mais se encontra no exercício do cargo de ministro, cessando, assim, a competência do Supremo para julgar o caso. 

 http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/03/07/interna_politica,505348/denuncias-contra-fernando-pimentel-voltam-a-primeira-instancia-mineira.shtml

Editorial do blog do Cabo Fernando: Tudo muito bem planejado, o ministro Dias Toffoli indicado para o STF pela presidente Dilma Rousseff, manda o processo de Pimentel para a justiça de MG, ja sabendo que ele seria candidato e como os concorrentes eram fracos e isso poderia dar uma vitória ao Pimentel como deu, dificilmente agora com a eleição dele jamais será punido, é o jeito PT de decidir as coisas a seu favor.

O TSE e a descoberta do programa de fraude nas urnas eletrônicas

Jornal GGN - Há menos de três meses, um jovem hacker recém formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”. A ação foi planejada pela CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia.
A advogada Maria Aparecida Cortiz, que participa do grupo, articulou a estratégia dentro do Tribunal Superior Eleitoral, representando o PDT, depois que o presidente da Corte Dias Toffolli anunciou que não abriria edital para testes nas urnas das eleições 2014. “Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado”, disse em entrevista ao GGN.
Cortiz descobriu outra brecha no sistema: além do Inserator, o programa comandado pela empresa Módulo Security S/A – conforme relato do GGN a única proprietária do serviço por 13 anos com contratos irregulares – é transmitido de Brasília para os estados por meio da insegura rede da Internet.
As denúncias de irregularidades foram enviadas ao TSE em uma petição. Entretanto, a petição não virou processo e foi arquivada por um juiz da Secretaria de Informática. Além da omissão do próprio ministro Dias Toffoli, a advogada ainda denuncia o desaparecimento de quatro páginas do documento. “É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações”, conclui.
Leia a entrevista completa:
GGN: Como seria fazer uma auditoria preventiva para evitar as fraudes eleitorais?
O problema do TSE é a concentração do poder. Para fazer uma auditoria, temos os limitadores que eles próprios nos impõem.
Uma auditoria no software é inócua, porque é muito cara, muito demorada e existem sempre as cotas do fundo. E a gente não conseguiria ter certeza que tudo o que a gente pediu seria implementado e que estaria sendo usado no dia da votação.
GGN: E o processo de auditoria feito em janeiro de 2013, investigando as licitações da Módulo Security S.A.?
Todas as licitações foram feitas para manter a Módulo. Isso é fato, notório, público, por aquelas consultas que eu fiz nos Diários Oficiais, que são documentos públicos, que todos os procedimentos foram feitos para manter a empresa Módulo lá dentro, no TSE. O que é a empresa Módulo? É responsável pela segurança do sistema. É responsável pelos SIS, um sistema de instalação de segurança, é o primeiro sistema que confirma as assinaturas para validar os programas que são colocados na urna.
O TSE, com a concentração de poderes, não deixa a gente fazer nada e a gente não tinha mais solução para tentar mudar esse sistema. Aí eu propus para o grupo, que é o CMind [Comitê Multidisciplinar Independente], em que o Pedro Rezende e o Diego Aranha também trabalham, e que a gente milita. Propus a eles que a gente colocasse um hacker dentro do TSE. Eu falei: consigam a pessoa, que eu vou ficar com ele lá dentro, dar as dicas, porque, embora a minha formação não seja técnica, estou lá há muitos anos, eu sei como funciona.
O Diego e o Pedro escolheram um menino chamado Gabriel Gaspar, que foi aluno deles na UNB. Em agosto, conseguiu ir. Por orientação, ele foi trilhando o mesmo caminho do Diego no código fonte. Diego Aranha é aquele técnico da UNB, professor que descobriu o desembaralhamento dos votos, que dava para identificar o eleitor. Então, o Diego orientou, disse o caminho, o que era importante.
A gente descobriu, no meio de 90 mil arquivos, um artefato (a gente chamou assim) no sistema de segurança, que é desenvolvido pela Módulo. Achamos que aquilo era importante, e fizemos todo um estudo. Para que ele serve? O ministro [Toffoli] assina um programa, manda para os outros ministros, Ministério Público e OAB assinarem, envia esse programa para os estados, e só poderia funcionar nas urnas esses que vieram de Brasília, concorda? Só que usando o "Inserator" podem ser instalados programas na urna, assinados por esse artefato. Ele está apto a validar programas não oficiais. Foi uma descoberta muito importante. Isso foi agora, dia 4 de setembro.
Em 2013, eu não sabia como que eles faziam, quando eu fiz o estudo da licitação da Módulo, sabia que a empresa estava usando alguma coisa, mas não o que era. Neste ano, nas eleições 2014, eu descobri como o programa foi utilizado, lá em Londrina, em 2012: com o Inserator. A gente descobriu o nome dele e onde ele estava: dentro do sistema de segurança, é um subsistema.
GGN: E o resultado disso?
 A partir daí, fiz uma petição com o ministro Dias Toffoli, explicando que, além disso, que é gravíssimo, tem outras vulnerabilidades. Descobrimos outra coisa muito, muito ruim: a Justiça Eleitoral não está usando mais aquela rede super segura, que sempre disseram que nada tem conexão com a internet, não é?
Só que eu pedi para fazer um teste lá [no sistema de urnas do TSE] e eles toparam, mas não sabiam a minha intenção com esse teste, não sabiam que eu estava com um hacker. Eu pedi para fazer o teste questionando se um computador que gera mídia – a mídia é aquele pendrive que vai carregar a urna – pode estar conectado à internet. Pedi: quero que façam o teste, um computador conectado e um não conectado. Aí eles falaram: nós vamos fazer, mas não tem sinal nenhum, porque nós usamos a internet.
Então, os programas que estão vindo para os estados, que são assinados, criptografados, vêm via internet. Não tem mais a rede hiper super segura. Eles próprios pagaram uma fortuna para abrir a rede, e abandonaram, porque ela não é segura de jeito nenhum.
Olha a situação: o Inserator existe, está dentro do SIS, o SIS é instalado no computador da Justiça Eleitoral, o computador da Justiça Eleitoral está conectado à internet. A pessoa que conhece o Inserator puxa um programa da Internet, as pessoas não sabem de onde veio aquele programa, assina no teclado e coloca na urna. Que dificuldades tem isso?
O partido político, o fiscal, o juiz que estiver lá não percebe. Não dá para perceber a diferença de colocar um programa original de um fraudado. Porque a justiça eleitoral confessou que precisa da Internet para gerar mídia.
GGN: Qual foi a consequência da petição?
Tudo que entra na Justiça vira processo. A minha petição foi para o juiz auxiliar secretário da presidência, julgada com um parecer da secretaria de informática, e mandada para o arquivo. Ela não tinha capa, não tinha número, só tinha número de protocolo, não virou processo. Eles tinham que, de qualquer maneira, desaparecer com isso, eles não podiam colocar como visível para outras pessoas. Tanto é que, você como jornalista, não encontra porque não fizeram número, não fizeram processo. É só um número de protocolo qualquer. [Anexo o acompanhamento processual no TSE]
Qual seria o trâmite, de acordo com a resolução: apresentada a impugnação, é escolhido um relator, o relator leva para a mesa, para julgar. E esse julgamento iria passar na televisão, ia ser público. Eles não podiam deixar isso acontecer, de jeito nenhum.
Então, foi grampeada a petição, com o parecer da secretaria de informática. O juiz indeferiu, mandou arquivar.
Nós fomos atrás desse processo. O parecer tem nove páginas, mas só tem cinco lá, o resto está faltando. Ninguém sabe onde está esse parecer. A gente está aguardando, para ver se eles acham o resto.
GGN: Não consegui encontrar o contrato da Módulo, ela venceu a licitação para as eleições de 2014?
Venceu. Eles fizeram uma coisa totalmente direcionada. A Módulo participa do projeto base, então só ela ganha [a licitação].
GGN: Por que os outros concorrentes não teriam critérios técnicos?
São eles que criam os critérios técnicos. Para ganhar. Então, não tem chance, não tem como ganhar. A Módulo tem contrato com todos os órgãos do governo. Não é só um, são todos.
GGN: Como mandou para o TSE, você poderia mandar esses documentos ao MPF, à OAB, para articular melhor a sua petição?
Eu mandei para a OAB, porque ela poderia mexer com isso. Mas o presidente do Conselho Federal da OAB [Marcus Vinicius Furtado Coêlho] falou uma coisa que eu quase morri do coração. Falou que as urnas brasileiras são exportadas para o mundo inteiro. Primeiro, que não é "TSE Limitada" e muito menos "S.A.". E outra, nenhum país do mundo aceita essas urnas. Então, eu fiz a petição, com a minha obrigação de ofício como advogada, entreguei para ele com as irregularidades. Mas ele não tomou conhecimento, não.
GGN: As auditorias podem ser feitas por qualquer órgão?
A lei 9.504 só permite que analisem os programas o Ministério Público, a OAB e Partidos Políticos. Então, embora eu faça parte do CMid, eu tenho que fazer parte de um partido político. Tanto que já sou filiada há muitos anos, mas não sou ligada ao PDT, não tenho nenhuma vinculação, a não ser esse trabalho de ir lá e fazer a análise de códigos.
 A Justiça Eleitoral, de quando em quando, publica o edital de que vão existir testes. O Diego participou de um teste nas urnas de 2012, desembaralhou os votos e descobriu quem votava em quem. Também estávamos juntos, porque ele não poderia falar [por não ter a autorização do TSE]. Então eu fiquei do lado dele, escutei [as conclusões] e passei para frente. Teve que ter toda uma estratégia.
Este ano, o ministro Toffoli disse que não ia fazer teste. Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado.
GGN: Legalmente falando, é possível?
A lei fala que o TSE tem que apresentar os códigos fonte para mim. Eu fui com base na lei. Só que eles não sabiam da capacidade do menino, se eles soubessem teriam bloqueado. Porque é muito, muito restrito. O PDT tem outros técnicos, mas um ficou fora, e eu sou advogada, normalmente eu não sento nas máquinas. Só que este ano a gente mudou de estratégia. Eu fui sozinha e levei o menino, que eles nem sabiam quem era. Eles achavam que ele era do PDT, e não da UNB.
GGN: Essa sua petição não foi a público?
Foi, está dando uma repercussão boa, porque eu falei dela na Universidade Federal da Bahia. O Pedro fez um site, eu fiz o debate na Bahia. Não é a mesma divulgação que Justiça eleitoral dizendo que nada é conectado à internet.
Se não fosse verdade, eu já teria respondido a milhares de processos pela Polícia Federal. Não tem como dizer que não está lá dentro, o programa está lá dentro. 

 http://jornalggn.com.br/noticia/o-tse-e-a-descoberta-do-programa-de-fraude-nas-urnas-eletronicas

No Congresso, feridas da campanha travam "diálogo" sonhado por Dilma

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Dilma Rousseff falou em “união” no seu primeiro discurso como presidenta reeleita. Aécio Neves, o candidato derrotado do PSDB, estendeu a mão. Em um ponto, aliados e adversários concordavam: no novo mandato, a petista terá de ampliar os canais de diálogos com movimentos sociais, o empresariado, o Congresso. Mas bastaram dois dias para o Planalto perceber o tamanho da encrenca.
As feridas abertas durante a campanha ainda sangram. Candidato a vice de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes (PSDB) discursou exaltado, na terça-feira 28. Na tribuna, ele contestou a “autoridade moral” do governo para iniciar o diálogo após ser usar “canalhas” de redes sociais para espalhar boatos contra o candidato tucano. Para Nunes, Dilma demonstrou compactuar com a estratégia ao fazer insinuações sobre agressão a mulheres e consumo de drogas.